Conheci a história pelo TikTok, que costuma me recomendar um monte de lixo e novelas feitas por IA, mas que dessa vez acertou em cheio. ![]()
A trama acompanha Yumeko, uma jovem que sofre com baixa autoestima e diversos complexos relacionados ao próprio peso. Após sofrer um grave acidente, ela acorda sem nenhuma memória do passado, mas com uma nova e contagiante atitude hiperpositiva. Determinada a amar a si mesma, ela decide investir em seu grande amor: seu chefe, Keisuke.
Assisti primeiro ao anime pelo Crunchyroll, que infelizmente termina de forma inconclusiva e sem nenhuma confirmação sobre uma possível continuação (estou torcendo muito para que aconteça). Quando terminei, prometi a mim mesma que compraria o mangá assim que ele aparecesse por aqui. E, bom... aconteceu! ![]()
Graças à Harlequin, podemos acompanhar a obra em português e finalmente descobrir em que ponto exato o anime termina (tudo isso sem precisar recorrer a traduções duvidosas da internet e propagandas com conteúdos esquisitos).
Como mulher gorda, uma das coisas que mais me surpreendeu foi não encontrar uma história construída para ridicularizar a protagonista. Os outros personagens até tentam fazer isso em alguns momentos, mas Yumeko responde com uma confiança tão genuína e inabalável que chega a ser emocionante.
A hiperpositividade dela é inspiradora e mostra o quanto perdemos quando passamos a vida inteira lutando contra nós mesmos. Gosto muito de como a obra consegue equilibrar temas sérios, como depressão, baixa autoestima e autodesvalorização constante, com humor exagerado, situações absurdamente divertidas e aquele romance água com açúcar que, convenhamos, é tudo o que mulheres adultas precisam pra ter um afago emocional.
Por enquanto, comprei apenas o primeiro volume, que cobre aproximadamente os três ou quatro primeiros episódios do anime. Até aqui, a adaptação está praticamente idêntica, cena por cena, o que eu considero fantástico.
Talvez isso não impressione tanto quem começou a assistir anime recentemente, mas eu sou da geração de otakus que precisava assistir ao anime enquanto tentava adivinhar o que tinham cortado, alterado ou inventado em relação ao mangá. Os otakus mais novos nem imaginam o quanto a gente sofreu para chegar até aqui...


